Brasil participa de projeto da UNESCO sobre jogos de comunidades tradicionais

Biblioteca Digital Aberta, plataforma criada pela UNESCO e a companhia chinesa Tencent para preservar e disseminar informações sobre esportes de comunidades tradicionais.

 

Jogos tradicionais indígenas, capoeira, jongo e peteca estão entre as práticas culturais mapeadas pela etapa de testes da Biblioteca Digital Aberta, plataforma criada pela UNESCO e a companhia chinesa Tencent para preservar e disseminar informações sobre esportes de comunidades tradicionais. Agência da ONU realiza conferência em Beijing nesta semana para avaliar desenvolvimento do portal.

A Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) promove nesta semana, em Beijing, uma conferência sobre o papel da tecnologia na preservação de jogos e esportes de comunidades tradicionais.

Dos dias 6 a 7 de dezembro, especialistas se reunirão na cidade para avaliar a construção da Biblioteca Digital Aberta, plataforma virtual elaborada por uma parceria entre a agência da ONU e a companhia chinesa Tencent para disponibilizar informações sobre as práticas culturais. O escritório da UNESCO no Brasil e a pesquisadora da Universidade de São Paulo (USP), Ana Zimmermann, participam do encontro.

Desde 2015, o projeto vem sendo desenvolvido como iniciativa-piloto por meio de coleta preliminar de dados sobre alguns dos jogos tradicionais de quatro países — Bangladesh (Sul da Ásia), Mongólia (Leste da Ásia), Brasil (América Latina) e Grécia (Europa Ocidental). O objetivo é testar e aperfeiçoar a plataforma.

Entre as manifestações culturais brasileiras que tiveram informações e imagens coletadas este ano, estão jogos tradicionais indígenas, capoeira, jongo e peteca. Quando o portal foi inaugurado, as comunidades desses países terão a oportunidade de incluir outras práticas.

Integrantes da Tencente e do escritório da UNESCO na China, comandados pela representante da UNESCO para a Ásia, Marielza Oliveira, que coordena o projeto com o apoio da oficial de programa Qingyi Zeng, estiveram no Brasil entre 17 e 24 de agosto, aproveitando o ambiente dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro para recolher dados e material audiovisual de atividades esportivas tradicionais que fossem representativas da cultura brasileira.

Durante a visita, Marielza explicou que “estamos criando a biblioteca digital como um repositório onde as comunidades poderão inserir a descrição de seus jogos, as regras para se jogar, os objetos necessários para o jogo e outras informações relevantes, para que as novas gerações possam aproveitar, aprender e praticar as antigas tradições”.

A representante da UNESCO acrescentou que a biblioteca também tem objetivos educacionais, uma vez que seu conteúdo serve como uma base de conhecimentos sobre culturas, línguas, geografia, história e matérias afins. Futuramente serão incorporadas sugestões de utilização da plataforma para pesquisadores, professores e alunos.

Jogos tradicionais são transformados em jogos eletrônicos

Para que os jovens de hoje conheçam os jogos praticados por seus pais e avós, a UNESCO e a maior empresa chinesa de tecnologia, a Tencent, desenvolvem uma Biblioteca Digital Aberta, uma iniciativa inédita e com acesso gratuito. É voltada para a preservação e a disseminação de jogos e esportes tradicionais em uma nova linguagem, a dos jogos eletrônicos. Saiba mais sobre o projeto no vídeo.

Fonte: https://nacoesunidas.org

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